Mangá
1 – Significado:
O mangá ou manga é uma expressão usada para as Histórias em Quadrinhos (HQ’s xD) japoneses, logicamente que no japão qualquer HQ é mangá ¬¬ u_u. Os mangás podem dar origem a animes, e o processo (poucas vezes isso acontece) pode ser inverso.
2 – História:
Os mangás tê suas origens no período Nara (século VIII d.C.) o__o tendo a aparição dos primeiros rolos com pinturas japonesas (emakimonos). Sendo assim, assossiava-se histórias e textos em pinturas (olha aí o mangá nascendo xD).
A partir da metade do século XII, surgem os primeiros emakimono com estilo japonês. Nesses últimos surgem, diversas vezes, textos explicativos após longas cenas de pintura (trabalhoso @_@ *roll-eyes*. Essa prevalência da imagem assegurando sozinha a narração é hoje uma das características mais importantes dos mangás.
No período Edo (Quase ontem hahaha XD), em que os rolos são substituídos por livros, as estampas eram inicialmente destinadas à ilustração de romances e poesias *_*, mas rapidamente surgem livros para ver em oposição aos livros para ler, pessoalmente, gosto de figuras XD. É Katsushika Hokusai (Nosso Kame-sama XD) o precursor da estampa de paisagens, nomeando suas célebres caricaturas publicadas de 1814 à 1834 em Nagoya, cria a palavra mangá — significando “desenhos irresponsáveis”. (Nem é tããão assim u___u”).
Os mangás não tinham no entanto sua forma atual que surge no início do século XX sob influência de revistas comerciais ocidentais, provenientes dos Estados Unidos (americanos filhos da *piii* ¬¬”). Tanto que chegaram a ser conhecidos como Ponchi-e (abreviação de Punch-picture) como a revista britânica, origem do nome, Punch magazine (Revista Punch), os jornais traziam humor e sátiras sociais e políticas em curtas tiras de um ou quatro quadros (tipo, Garfield, Recruta Zero, tirando a parte política, claro xD). Diversas séries comparáveis as de além-mar surgem nos jornais japoneses: Norakuro Joutouhei (Primeiro Soldado Norakuro) uma série antimilitarista de Tagawa Suiho, e Boken Dankichi (As aventuras de Dankichi) de Shimada Keizo são as mais populares até a metade dos anos quarenta quando toda a imprensa foi submetida à censura do governo, assim como todas as atividades culturais e artísticas. Entretanto, o governo japonês não hesitou em utilizar os quadrinhos para fins de propaganda (o que ainda acontece xD ganha-se muito dinheiro com isso o.o).
Com o passar do tempo, o nosso grande mestre Osamu Tezuka, revoluciona os mangás, dando mais expressões e sentimentos aos personagens, adicionando até onomaopéias, coisas totalmente inovadoras para a época (Vide a história do anime, que se encaixa de agora em diante com a do mangá).
3 – Formato:
A ordem de leitura de um mangá japonês é a inversa da ocidental (o que diferencia e muito), ou seja, inicia-se da capa do livro com a lombada à sua direita (correspondendo a contracapa ocidental), sendo a leitura das páginas feita da direita para a esquerda. Alguns mangás publicados fora do Japão possuem a configuração habitual do Ocidente (o que não é certo u.u a “americanização” é um lixo ¬¬).
Além disso, o miolo é impresso em preto-e-branco, contando esporadicamente algumas páginas coloridas, geralmente no início dos capítulos, e em papel reciclado tornando-o barato e acessível a qualquer pessoa, que nem sempre isso acontece, vide mangás caros quinzenais u.u e ainda mais os mensais, mas, isso não vem ao caso, né?! XD.
Os mangás são publicados no Japão originalmente em revistas antológicas. Essas revistas com cerca de 300 à 800 páginas são publicadas em periodicidades diversas que vão da semana ao trimestre, o sonho de qualquer Otaku xD. Elas trazem capítulos de várias séries diferentes. Cada capítulo normalmente tem entre dez e 40 páginas, que dá, ainda mais gosto de se ler. Assim que atingem um número de páginas em torno de 160~200, é publicado um volume, chamado tankohon ou tankobon, no formato livro de bolso, que, aí sim, só contém histórias de uma série, que é assim que vem para o Brasil =P. Esses volumes são os vendidos em diversos países dependendo do sucesso alcançado por uma série, ela pode ser reeditada em formato bunkoubon ou bunkouban (mais compacto com maior número de páginas) e wideban (melhor papel e formato um pouco maior que o de bolso).
4 – No Brasil:
Embora a primeira associação relacionada a mangá, a Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações, tenha sido criada em 3 de fevereiro de 1984, o “boom” dos mangás no Brasil aconteceu por volta de dezembro de 2000, com o lançamento dos títulos Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco. Porém, esses não foram os primeiros a chegar a território brasileiro. Alguns clássicos foram publicados nos anos 80 e começo dos anos 90 sem tanto destaque, como Lobo Solitário, Akira, Crying Freeman, A Lenda de Kamui, Mai – Garota Sensitiva , Baoh e Escola de Ninjas.
A popularidade do estilo japonês de desenhar é marcante, também pela grande quantidade de japoneses e descendentes residentes no país e existe pelo menos uma revista nacional no estilo mangá que conseguiu relativo sucesso: a Holy Avenger. Além deste temos também outras publicações bastante conhecidas pelos fãs de mangá, como Ethora, Combo Rangers e a antiga revista de fanzines Tsunami. Atualmente os quadrinhos feitas no estilo mangá, tirando algumas exceções, como as citadas acima, se baseia grandemente em fanzines.
5 – Consideração Final (ownador isso o.o):
[...] Assim, os mangás cresceram simultaneamente com seus leitores e diversificaram-se segundo o gosto de um público cada vez mais importante, tornando-se aceitos culturalmente. A edição de mangás representa hoje mais de um terço da tiragem e mais de um quarto dos rendimentos do mercado editorial em seu país de origem. Tornaram-se um verdadeiro fenômeno ao alcançar todas as classes sociais e todas as gerações graças ao seu preço baixo e a diversificação de seus temas. De fato, como espelho social, abordam todos os temas imagináveis: a vida escolar, a do trabalhador, os esportes, o amor, a guerra, o medo, séries tiradas da literatura japonesa e chinesa, a economia e as finanças, a história do Japão, a culinária e mesmo manuais de “como fazer”, revelando assim suas funções pedagógicas. [...] Por: Wikipédia
Acabou x)
Só pra concluir, aqui tem uma lista de mangás lancaçados no Brasil. =P
Então, pessoal, nada de Dicionário hoje =P Só no próximo post ^^
Próximo Post: “Otaku – Alegria de ser assim XD”
Sore ja! o/