Qualquer um que tenha lido atentamente o título desse artigo, deve ter reparado a palavra Apocalipse… por quê?
Recentemente, a revista Neo Tokyo, lançou um artigo falando sobre a “Tempestade” que One Piece passou (e ainda passa) no Brasil. O fato que esse anime sofreu drasticas (talvez colossais) edições na versão americana, que fora adotado por nós tupiniquins. Desde palavrões, cigarros, bebidas e charutos até o tamanho e cor de armas. Sem contar as edições na parte que era relacionada ao cristianismo (… =P).
Quem fez as edições e comprou os direitos de One Piece nas Américas foi a 4Kids (a mesma que tem em mãos “Yu-Gi-Oh!”), então, já viu como as coisas aconteceram aqui. O anime não foi bem adotado pelos brasileiros que acompanhavam por TV à cabo.
Mas, o pior ainda está por vir. O Blog “Papo de Budega” mandou uma notícia, que…
… Na última semana, o presidente e CEO Yosuke Kobayashi e o diretor Kaz Yamashita da Toei Animationvieram para o Brasil. …
Até aí, você fã de One Piece deve estar imaginando: “AAA! OP vai receber a Salvação…”. PEEEEN. Resposta errada.
… A companhia está negociando One Piece ワンピースpara TV aberta brasileira. A primeira temporada que deve chegar às telinhas é a exibida no Cartoon Network, ou seja, a mesma da 4Kids. …
Além de One Piece ter sido considerado um lixo por muitos na TV à Cabo, a Toei faz uma missão suicída, pondo em risco o futuro do anime. Será que eles não pararam para analizar que a 4Kids destrui todo o futuro do anime na América Latina?
Sinceramente, não consigo imaginar o que passa pela cabeças desses empresários japoneses e latinos americanos para estarem fazendo isso. O que me conforta que a Neo Tokyo ainda disse que existe uma luz no fim do túnel, onde One Piece pode voltar as suas origens nipônicas e ser editada de uma forma mais nobre… vamos esperar para ver.
Fonte:
The Otaku - Neo Tokyo (Revista) – Papo de Budega
Sore ja, miiinaaa XD

Blood – The Last Vampire, produzido no ano de 2000 pela I.G, possui apenas 48 minutos de duração e é pra quem curte sangue, muito sangue! Passa-se em uma base americana (Yokota Air Force Base), pouco antes da guerra do Vietnã eclodir (1966), e conta a história de Saya, uma mestra na arte de manipular espadas. Uma caçadora silenciosa e misteriosa que fareja seu oponente e vai ao seu encalço, até destruí-lo.
Se você curte uma história instigante, um enredo que envolve e culmina num final eletrizante… passe longe! Basicamente não há um enredo central… digamos que não se pode comparar, no caso, Blood com Ghost in the Shell, que é do mesmo estúdio, pois o segundo tem um dos melhores roteiros já escritos, e a comparação seria um massacre digno da própria Saya. Mas se curte um clima obscuro, músicas envolventes e animação de alta qualidade, este “movie” é obrigatório, pois em várias tomadas a imagem se move como num filme, mudando de perspectiva suavemente, e os personagens 2D se misturam ao cenário de forma impressionante. A trilha sonora variando entre orquestra e jazz é outro ponto alto… cria todo um clima, uma atmosfera fria, dando um realismo ainda maior às cenas.
Blood desenvolve uma seqüência de cenas impressionantes, mas fica aquela impressão de estar assistindo a um episódio de alguma série de terror, pois parece que algo começou há muito tempo e está caminhando para o final… mas, na realidade, nada disso acontece. Não espere muito de Blood, pois a história já tem seu final antes mesmo de começar. Não há mistério.
em inglês, o que é uma raridade, e percebe-se que é o inglês britânico (mais raro ainda), pois você não ouve as gírias, tão comum no inglês americano. O movie realmente impressiona pela qualidade visual, mas fica devendo uma boa história, que fizesse jus ao carisma da enigmática Saya. Também fica uma pergunta sem resposta: o que Saya realmente é? Caçadora ou caça? Isso fica a cargo da imaginação de cada um.
